O alerta recente do Tribunal de Contas da União TCU sobre a escassez de profissionais de Tecnologia da Informação no serviço público reforça um desafio que também impacta diretamente o Poder Judiciário e o Ministério Público da União: a dificuldade de atrair e reter servidores especializados. Segundo o Tribunal, a falta de profissionais qualificados representa um risco para a continuidade da transformação digital e para a qualidade dos serviços públicos oferecidos à sociedade.
O tema ganhou ainda mais relevância após decisão aprovada pelo Tribunal de Contas da União no âmbito do processo TC 007.353/2024-3, na qual a Corte alertou que a escassez de profissionais de tecnologia representa um risco para a continuidade e a qualidade dos serviços digitais prestados pelo Estado. O TCU recomendou a adoção de medidas voltadas ao aumento da atratividade e à retenção de especialistas em TI, destacando que a dificuldade de manter profissionais qualificados afeta diretamente a capacidade das instituições de sustentar seus projetos de transformação digital e garantir a segurança e a continuidade dos sistemas públicos.
A consequência é a perda de conhecimento estratégico acumulado ao longo dos anos, além do aumento dos riscos para projetos de transformação digital, segurança da informação, governança de dados e adoção responsável de soluções de Inteligência Artificial. Em um cenário no qual o Poder Judiciário e o Ministério Público da União avançam no uso de IA para ampliar a eficiência, automatizar rotinas e apoiar a tomada de decisão institucional, a retenção de talentos torna-se fator crítico para que essas tecnologias sejam desenvolvidas, mantidas e supervisionadas com qualidade, segurança e responsabilidade.
Por isso, representantes da área defendem o fortalecimento das carreiras de TIC e a adoção de instrumentos permanentes de valorização, como a Gratificação de Atividade Permanente de Tecnologia da Informação e Comunicação – GAPTIC.
Na visão de Pedro Lima, Presidente da ANASTIC, “Isso só confirma aquilo que temos falado desde a fundação da nossa Associação: a pauta não surgiu de dentro para fora, mas de fora para dentro, dos órgãos de controle cobrando do Poder Judiciário e do Ministério Público uma política de Gestão de Pessoas que valorize a TI e a coloque no patamar estratégico dessas instituições públicas”.
O alerta do TCU evidencia que a valorização da TI é condição essencial para manter serviços públicos digitais seguros, eficientes e contínuos.
Maiores detalhes no link a seguir: https://capitaldigital.com.br/sem-profissionais-nao-ha-governo-digital-tcu-expoe-crise-na-carreira-de-tecnologia-da-uniao/
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